terça-feira, 6 de setembro de 2011

Gotas de Desilusão



Gotas de Desilusão

Quando o manto noturno cai
Meus olhos recusam-se a selar
Pois as gotas da desilusão
Tornam as águas doce
Em águas do mar

Mar negro
De desejos não realizados
E sonhos não vividos
Muitos reprimidos
Outros abandonados


Tua boca manteve selada
Por uma máscara mal colocada
Na face cheia de medo
E um grande defeito
O seu receio
Corroeu-me por dentro

Quando o selo se quebrou
Junto a ele estava seu glamor
Tornando teus olhos
Verdejantes e brilhantes
Em opacos, secos e distantes

Desilusão
Sucumbe os belos sentimentos
Deixando apenas os momentos
Tornar-se um sonho fantasmagórico

Perdidos num tempo
Que nunca existiu
Pois tudo era uma mentira
E logo partiu
Ao lado do meu pálido sorriso.

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